Simplesmente
Tal como já deu para assimilar, tenho inúmeros defeitos. Intermináveis listas deles. Aceitei-os a todos, cheguei até a amá-los por uns tempos.
Mas depois existe a franqueza. Esta caraterística minha é tanto a minha desgraça como o meu orgulho. Atenção que eu não disse a honestidade e sim a franqueza. Daí o ser um livro aberto.
E simplesmente foi-me fácil admitir, com franqueza, que o meu coração tinha voltado aos meus mundos paralelos, completamente execráveis. Já me perdi neles. De tal forma que não consegui voltar a emergir, afundando a minha vida neles. Mantive-me forte por tanto e tanto tempo. Controlei-me, reprimi-me, desfiz-me, refiz-me, formatei-me, reprogramei-me. Talvez se pense que é um exagero, mas não. Conheço-me. Precisava urgentemente de uma mudança. Senão voltaria a fazer asneiras.
Por incrível que pareça, tomei a decisão certa. Fiz a mudança certa. E cresci. Por segundos, por momentos.
Demorei bastante a adaptar-me à mudança. Ainda o estou a fazer. Até porque tive de lidar com assuntos pendentes, durante a mudança. Assuntos que ainda não desapareceram completamente do meu pensamento. Assuntos perturbadores. Que me desfazem, que me refazem mais forte, para voltarem a destruir-me. São o ciclo da minha vida. Hão de o ser por muitos longos anos. Porque deixo que sejam. Porque de certa forma, quero que o sejam.
Esta mudança fez-me mais forte. Transformou-me de pedra para titânio.
Simplesmente pensei que fosse o suficiente. Mas não foi. Os meus devaneios voltaram para ameaçar o fino estado de pura felicidade a que me propus.
Tudo por algo que eu já não estava habituada a não ter. Adoração. Tem-se tudo tornado demasiado fácil. E com isto, tenho finalmente um desafio. Que, se me deixar levar pelos meus devaneios, vou ceder ao maldito desafio. E não posso. E não o farei. É só uma questão de controlo. Que eu não tenho.
Simplesmente pensei que desta vez fosse diferente. Quando não há distância, é. Quando a há, a confusão e incerteza apoderam-se de mim.
Simplesmente acho que é demasiado difícil.
Mas simplesmente não posso desistir.
Mas depois existe a franqueza. Esta caraterística minha é tanto a minha desgraça como o meu orgulho. Atenção que eu não disse a honestidade e sim a franqueza. Daí o ser um livro aberto.
E simplesmente foi-me fácil admitir, com franqueza, que o meu coração tinha voltado aos meus mundos paralelos, completamente execráveis. Já me perdi neles. De tal forma que não consegui voltar a emergir, afundando a minha vida neles. Mantive-me forte por tanto e tanto tempo. Controlei-me, reprimi-me, desfiz-me, refiz-me, formatei-me, reprogramei-me. Talvez se pense que é um exagero, mas não. Conheço-me. Precisava urgentemente de uma mudança. Senão voltaria a fazer asneiras.
Por incrível que pareça, tomei a decisão certa. Fiz a mudança certa. E cresci. Por segundos, por momentos.
Demorei bastante a adaptar-me à mudança. Ainda o estou a fazer. Até porque tive de lidar com assuntos pendentes, durante a mudança. Assuntos que ainda não desapareceram completamente do meu pensamento. Assuntos perturbadores. Que me desfazem, que me refazem mais forte, para voltarem a destruir-me. São o ciclo da minha vida. Hão de o ser por muitos longos anos. Porque deixo que sejam. Porque de certa forma, quero que o sejam.
Esta mudança fez-me mais forte. Transformou-me de pedra para titânio.
Simplesmente pensei que fosse o suficiente. Mas não foi. Os meus devaneios voltaram para ameaçar o fino estado de pura felicidade a que me propus.
Tudo por algo que eu já não estava habituada a não ter. Adoração. Tem-se tudo tornado demasiado fácil. E com isto, tenho finalmente um desafio. Que, se me deixar levar pelos meus devaneios, vou ceder ao maldito desafio. E não posso. E não o farei. É só uma questão de controlo. Que eu não tenho.
Simplesmente pensei que desta vez fosse diferente. Quando não há distância, é. Quando a há, a confusão e incerteza apoderam-se de mim.
Simplesmente acho que é demasiado difícil.
Mas simplesmente não posso desistir.
Comentários
Enviar um comentário