Continuando ...
Hoje vim aqui para esclarecer umas coisas a meu respeito. Isto porque soube de uma situação ... Surpreendente, e reagi de uma maneira muito caraterística minha, mas que chocou certas e determinadas pessoas.
E... Não sei. Senti que precisava de me definir, até porque ter a certeza do que sou e do que acredito é o que me sustém.
Comecemos então ...
Fui criada por elitistas. Pessoas que me criaram para ser uma ''menina de boas famílias'', educada, prendada, bonita, calada, tímida, um pau mandado, que se interessasse por cozinhar, limpar, que tivesse notas das quais eles se pudessem gabar, que fosse boa a tudo o que se propusesse, que aprendesse dança, a tocar instrumentos e que tivesse aulas de canto. Interessante, não fui e não sou nada disso.
A minha vida baseia-se em, assim, contrariar os meus pais. E em compensar os anos de opressão machista que as mulheres sofreram. As décadas, os séculos, os milénios. Talvez seja um pouco ridículo, mas tornei isso na missão da minha vida. Daí o não querer ter filhos. Filhos são, para mim, um sinal de fraqueza. Um sinal de mais opressão. Porque o que é que fica na vida de uma mulher? Não é a sua inteligência, a sua brilhante carreira, o seu contributo para a comunidade, e sim que era mãe de sabe lá Deus quantos filhos. Claro está que respeito quem os queira, a humanidade precisa de ter continuação, como é óbvio, apenas não os quero. O mesmo se passa com os homens. Todas as hipóteses que tiver de rebaixar e magoar um homem, aproveitá-las-ei. Podem-me chamar o que quiserem, mas eles fizeram-nos isso por anos sem fim. Ainda fazem. Brincam connosco. Há que começar a fazer o contrário, mesmo que outras mulheres estejam contra ti também. Porque assim somos nós mulheres. Auto-destrutivas.
Quanto ao que sou, ou, aliás, como me vejo, não sou de todo perfeita. Se bem que a minha definição de perfeita é provavelmente diferente da de toda a gente.
Sei todos os defeitos que tenho. Orgulho-me de muitos deles. Tenho também, algumas qualidades: a boa memória, a criatividade, a inteligência, a vaidade, a franqueza, o altruísmo, a mania de criticar, a força de caráter, a diversão, a manipulação. Tal como eu disse anteriormente, há defeitos de que me orgulho, daí estarem listados como qualidades. Quanto a defeitos que eu de facto gostaria de mudar ficam o egocentrismo, o egoísmo, o meu lado emocional, que é muito pequeno, mas existente, o meu constrangimento perante atos carinhosos, o deixar-me rebaixar e afetar por tanta gente, a arrogância, o materialismo, a sede que tenho em ser melhor que o resto do mundo. E muitos mais.
Passo a explicar a minha definição de perfeição: uma mulher inteligente, divertida, extrovertida, culta, sorridente, franca, vaidosa, altruísta, criativa, que nunca se tenha sentido inferiorizada, independente, orgulhosa, equilibrada, pouco emocional, mas sem se sentir constrangida perante os sentimentos, profissional, com um caráter forte, que se mantenha impassível perante insultos, com um sorriso rasgado de arrogância e superioridade, que pense mais no seu futuro em termos de carreira, viajada, vencedora, empreendedora, com fortes princípios. É assim que quero ser quando crescer.
Tudo o resto, para mim é fraqueza de caráter. Aliás, em relação à situação que me foi dada a conhecer hoje, uma amiga minha auto-mutilou-se. E as minhas colegas tentavam dar-lhe desculpas. Para mim isso tudo (os choros por tudo e por nada, o magoar-se, o andar deprimida) é falta de caráter. É de pitas, que precisam de atenção, e que fazem de tudo para a conseguir. E se tens uma vida lixada, lamento, mas NADA e NADA mesmo justifica magoares-te. Nunca. E isso, não aguentar a dor e ter que a tornar física, é ridículo, infantil. As pessoas deviam ser fortes e aguentar o mundo nos ombros. Mas não são.
Sou péssima com crianças. Não sei, de todo, lidar com elas.
Não sou má pessoa. Não tenho muitos princípios a reger-me é verdade, mas tento honrar o sistema e o que julgo ser correto.
Agora, vá lá. Julguem-me.
E... Não sei. Senti que precisava de me definir, até porque ter a certeza do que sou e do que acredito é o que me sustém.
Comecemos então ...
Fui criada por elitistas. Pessoas que me criaram para ser uma ''menina de boas famílias'', educada, prendada, bonita, calada, tímida, um pau mandado, que se interessasse por cozinhar, limpar, que tivesse notas das quais eles se pudessem gabar, que fosse boa a tudo o que se propusesse, que aprendesse dança, a tocar instrumentos e que tivesse aulas de canto. Interessante, não fui e não sou nada disso.
A minha vida baseia-se em, assim, contrariar os meus pais. E em compensar os anos de opressão machista que as mulheres sofreram. As décadas, os séculos, os milénios. Talvez seja um pouco ridículo, mas tornei isso na missão da minha vida. Daí o não querer ter filhos. Filhos são, para mim, um sinal de fraqueza. Um sinal de mais opressão. Porque o que é que fica na vida de uma mulher? Não é a sua inteligência, a sua brilhante carreira, o seu contributo para a comunidade, e sim que era mãe de sabe lá Deus quantos filhos. Claro está que respeito quem os queira, a humanidade precisa de ter continuação, como é óbvio, apenas não os quero. O mesmo se passa com os homens. Todas as hipóteses que tiver de rebaixar e magoar um homem, aproveitá-las-ei. Podem-me chamar o que quiserem, mas eles fizeram-nos isso por anos sem fim. Ainda fazem. Brincam connosco. Há que começar a fazer o contrário, mesmo que outras mulheres estejam contra ti também. Porque assim somos nós mulheres. Auto-destrutivas.
Quanto ao que sou, ou, aliás, como me vejo, não sou de todo perfeita. Se bem que a minha definição de perfeita é provavelmente diferente da de toda a gente.
Sei todos os defeitos que tenho. Orgulho-me de muitos deles. Tenho também, algumas qualidades: a boa memória, a criatividade, a inteligência, a vaidade, a franqueza, o altruísmo, a mania de criticar, a força de caráter, a diversão, a manipulação. Tal como eu disse anteriormente, há defeitos de que me orgulho, daí estarem listados como qualidades. Quanto a defeitos que eu de facto gostaria de mudar ficam o egocentrismo, o egoísmo, o meu lado emocional, que é muito pequeno, mas existente, o meu constrangimento perante atos carinhosos, o deixar-me rebaixar e afetar por tanta gente, a arrogância, o materialismo, a sede que tenho em ser melhor que o resto do mundo. E muitos mais.
Passo a explicar a minha definição de perfeição: uma mulher inteligente, divertida, extrovertida, culta, sorridente, franca, vaidosa, altruísta, criativa, que nunca se tenha sentido inferiorizada, independente, orgulhosa, equilibrada, pouco emocional, mas sem se sentir constrangida perante os sentimentos, profissional, com um caráter forte, que se mantenha impassível perante insultos, com um sorriso rasgado de arrogância e superioridade, que pense mais no seu futuro em termos de carreira, viajada, vencedora, empreendedora, com fortes princípios. É assim que quero ser quando crescer.
Tudo o resto, para mim é fraqueza de caráter. Aliás, em relação à situação que me foi dada a conhecer hoje, uma amiga minha auto-mutilou-se. E as minhas colegas tentavam dar-lhe desculpas. Para mim isso tudo (os choros por tudo e por nada, o magoar-se, o andar deprimida) é falta de caráter. É de pitas, que precisam de atenção, e que fazem de tudo para a conseguir. E se tens uma vida lixada, lamento, mas NADA e NADA mesmo justifica magoares-te. Nunca. E isso, não aguentar a dor e ter que a tornar física, é ridículo, infantil. As pessoas deviam ser fortes e aguentar o mundo nos ombros. Mas não são.
Sou péssima com crianças. Não sei, de todo, lidar com elas.
Não sou má pessoa. Não tenho muitos princípios a reger-me é verdade, mas tento honrar o sistema e o que julgo ser correto.
Agora, vá lá. Julguem-me.
Comentários
Enviar um comentário