My sad little story
Quebrei-me aqui, sentada à secretária do meu quarto. Não sabia que ele ainda conseguia fazer isso. Desfazer-me assim, simplesmente. Não havia muito que eu pudesse fazer. Não tinha coragem para grande coisa. Senti no entanto a mão a pegar no telemóvel e mandar uma mensagem desesperada à Joana. Porque ela saberia o que fazer. Sempre soube.
Respirei fundo e confirmei a realidade. O Facebook... Maldita invenção. E porque raio fui eu à página dele, quando já tinha perdido esse hábito há tanto tempo?... Eu sabia porquê. Pela mesma razão que naquele momento quase comecei a hiperventilar. Isto porque a segunda fotografia dele, era ele a sorrir no sítio onde costumávamos estar juntos. O pior da foto era a descrição. ''A saudade é o preço de viver momentos inesquecíveis''.
Talvez fosse coincidência, disse a Érica. Recusei-me a pensar nisso. Ele tinha saudades minhas, concluí com maior ansiedade do que felicidade. O meu cérebro não estava totalmente ligado, pelo que aquilo até parecia uma coisa boa. A Joana aconselhou-me a carregar no ''gosto''. E assim fiz eu, à espera que a minha indireta fosse entregue.
Fui dormir antes de saber se ele tinha respondido de alguma forma.
A minha história com o João é complicada. Não que eu alguma vez tenha gostado de coisas simples. Mas comecemos pelo início:
>> Algures nos finais de Maio ou inícios de Junho de 2011, eu conheci um rapaz através de um acaso. Ele não era nada de especial, tinha apenas um sorriso bonito, mas não me chamou à atenção. Pelo vistos eu captei a dele porque ele fez de tudo para que começássemos a falar. Sinceramente ele pareceu-me mais um menino rico com intenções duvidosas. Mas fomos falando e fui descobrindo-o, por assim dizer. Ele era um querido. Deixava-me nas nuvens só de falar com ele. Durante o Verão ele chateava as minhas amigas a perguntar se eu falava dele, se tinha dito alguma coisa. Adorável. Mas as coisas foram mudando...
>> Algures em novembro de 2011 foi a primeira vez que ele me magoou. A primeira vez que ele mostrou aquele outro lado, o obscuro e frio. Perdoei-lhe no segundo a seguir.
>>No entanto, no mês de dezembro, ele voltou à condição de príncipe encantado. Esse mês custa-me bastante a relembrar, até porque deve estar a fazer um ano. Será que ele se lembra? Não, claro que não...
>>E andámos assim, a dar voltas e voltas e a acabar por voltar aos braços um do outro. Tornámo-nos um ciclo, uma rotina. Tentei acabar com ela várias vezes mas acabei por ser sugada de volta.
E depois eu ganhei juízo. E acabou tudo de vez. Vejo-te todos os dias, pelo que sabia que ia ser extremamente estranho, mas não sabia que ia morrer de saudades tuas. Após um ano e meio, eu ainda tenho saudades tuas. Ridículo. E ver esta fotografia, João...
No dia seguinte acordei e a primeira coisa que fui fazer foi ver o que tinhas feito. Puseste ''gosto'' numa foto minha com uma descrição comprometedora.
Respirei fundo e confirmei a realidade. O Facebook... Maldita invenção. E porque raio fui eu à página dele, quando já tinha perdido esse hábito há tanto tempo?... Eu sabia porquê. Pela mesma razão que naquele momento quase comecei a hiperventilar. Isto porque a segunda fotografia dele, era ele a sorrir no sítio onde costumávamos estar juntos. O pior da foto era a descrição. ''A saudade é o preço de viver momentos inesquecíveis''.
Talvez fosse coincidência, disse a Érica. Recusei-me a pensar nisso. Ele tinha saudades minhas, concluí com maior ansiedade do que felicidade. O meu cérebro não estava totalmente ligado, pelo que aquilo até parecia uma coisa boa. A Joana aconselhou-me a carregar no ''gosto''. E assim fiz eu, à espera que a minha indireta fosse entregue.
Fui dormir antes de saber se ele tinha respondido de alguma forma.
A minha história com o João é complicada. Não que eu alguma vez tenha gostado de coisas simples. Mas comecemos pelo início:
>> Algures nos finais de Maio ou inícios de Junho de 2011, eu conheci um rapaz através de um acaso. Ele não era nada de especial, tinha apenas um sorriso bonito, mas não me chamou à atenção. Pelo vistos eu captei a dele porque ele fez de tudo para que começássemos a falar. Sinceramente ele pareceu-me mais um menino rico com intenções duvidosas. Mas fomos falando e fui descobrindo-o, por assim dizer. Ele era um querido. Deixava-me nas nuvens só de falar com ele. Durante o Verão ele chateava as minhas amigas a perguntar se eu falava dele, se tinha dito alguma coisa. Adorável. Mas as coisas foram mudando...
>> Algures em novembro de 2011 foi a primeira vez que ele me magoou. A primeira vez que ele mostrou aquele outro lado, o obscuro e frio. Perdoei-lhe no segundo a seguir.
>>No entanto, no mês de dezembro, ele voltou à condição de príncipe encantado. Esse mês custa-me bastante a relembrar, até porque deve estar a fazer um ano. Será que ele se lembra? Não, claro que não...
>>E andámos assim, a dar voltas e voltas e a acabar por voltar aos braços um do outro. Tornámo-nos um ciclo, uma rotina. Tentei acabar com ela várias vezes mas acabei por ser sugada de volta.
E depois eu ganhei juízo. E acabou tudo de vez. Vejo-te todos os dias, pelo que sabia que ia ser extremamente estranho, mas não sabia que ia morrer de saudades tuas. Após um ano e meio, eu ainda tenho saudades tuas. Ridículo. E ver esta fotografia, João...
No dia seguinte acordei e a primeira coisa que fui fazer foi ver o que tinhas feito. Puseste ''gosto'' numa foto minha com uma descrição comprometedora.
''Ódio por ele?Não…Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto…
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida roubei todo o encanto…
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não…não vale a pena…''
Florbela Espanca
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não…não vale a pena…''
Florbela Espanca
Coincidência, mais uma vez? Não.
Quando o meu cérebro se ligou outra vez eu senti algo parecido com paz interior. Isto porque tinha recebido a prova de que ele se preocupava, alguma vez se tinha preocupado. E era tudo o que eu precisava.
Depois fiquei chateada pela hipocrisia. Tratava-me como um cão e depois diz que tinha saudades minhas.
E depois cheguei a um ponto de claridade. Era, de certa forma, uma consequência. Ele de certeza que tinha dito a muitas que a descrição era para elas. Não importava se era para mim. Elas nunca saberiam. Apenas eu e ele sabemos o que aquele sítio significa. Aliás, neste momento, apenas eu sei.
Tal como uma amiga minha muito chegada disse: ''Oh John... We were never meant to be. To all those women, I'm just a messy girl and you're prince charming ...''
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