Errada
Tenho uma péssima reputação. Estou neste momento a admitir perante vocês, meus leitores, que a tenho. Tenho-a graças aos erros infantis que cometi.
Mas mesmo que não os tivesse cometido, tê-la-ia na mesma. Tê-la-ia na mesma porque não sou uma rapariguinha inocente e doce. Os meus olhos não brilham de esperança, não coro de vergonha e não hesito em todos os meus passos. Não gosto de demonstrações de afeto e não gosto de admitir que tenho um coração sequer, talvez porque preferia não o ter.
Criei esta ilusão, de que sou esta rapariga vazia, forte e dura. Quem me dera sê-lo. Mas a verdade é que me desfaço facilmente. Só que tenho dignidade e orgulho suficiente para me manter impassível. E se me ofenderam, não lhes vou dar o prazer de o saberem. Não lhes vou dar o prazer de saberem que são bons o suficiente para me afetarem. Não quer dizerem que não o tenham feito.
Tudo o que alguma vez quis foi encontrar alguém que visse através da máscara e que me aceitasse assim. Mas a verdade é que as pessoas devem gostar do veneno que inflijo nas palavras, porque não se afastam. E alimentam esta ideia de que eu sou uma pessoa horrível. E no entanto, aceitam-no. Mas não me conhecem. Se conhecessem, talvez também não fosse bom. Porque saberiam as minhas fraquezas.
Tudo o que sempre quis, como toda a gente, foi compreensão. Talvez também aprovação. Não que alguma vez o admita. Sobre circunstância alguma.
Não sou o que me fazem ser. Só porque não sorrio a todos os segundos, porque não deixo que me vejam chorar nunca, porque não sou carinhosa e carente, porque não me sei expressar, não faz de mim horrível. Faz de mim forte e decente o suficiente.
E demasiado orgulhosa para deixar que se saiba que sou minimamente humana.
Mas mesmo que não os tivesse cometido, tê-la-ia na mesma. Tê-la-ia na mesma porque não sou uma rapariguinha inocente e doce. Os meus olhos não brilham de esperança, não coro de vergonha e não hesito em todos os meus passos. Não gosto de demonstrações de afeto e não gosto de admitir que tenho um coração sequer, talvez porque preferia não o ter.
Criei esta ilusão, de que sou esta rapariga vazia, forte e dura. Quem me dera sê-lo. Mas a verdade é que me desfaço facilmente. Só que tenho dignidade e orgulho suficiente para me manter impassível. E se me ofenderam, não lhes vou dar o prazer de o saberem. Não lhes vou dar o prazer de saberem que são bons o suficiente para me afetarem. Não quer dizerem que não o tenham feito.
Tudo o que alguma vez quis foi encontrar alguém que visse através da máscara e que me aceitasse assim. Mas a verdade é que as pessoas devem gostar do veneno que inflijo nas palavras, porque não se afastam. E alimentam esta ideia de que eu sou uma pessoa horrível. E no entanto, aceitam-no. Mas não me conhecem. Se conhecessem, talvez também não fosse bom. Porque saberiam as minhas fraquezas.
Tudo o que sempre quis, como toda a gente, foi compreensão. Talvez também aprovação. Não que alguma vez o admita. Sobre circunstância alguma.
Não sou o que me fazem ser. Só porque não sorrio a todos os segundos, porque não deixo que me vejam chorar nunca, porque não sou carinhosa e carente, porque não me sei expressar, não faz de mim horrível. Faz de mim forte e decente o suficiente.
E demasiado orgulhosa para deixar que se saiba que sou minimamente humana.
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