2013 ou 2014

Hoje é o penúltimo dia do ano. Esse facto singular deixa-me amarga e nostálgica. Não que 2013 tenha sido um ano que eu goste de recordar. De facto, não há nada de bom que me ocorra deste ano. Foi um ano mau. E não é que eu seja muito apologista da expressão ''ano novo, vida nova'', mas espero honestamente que assim que derem as doze badaladas eu tenha direito a um novo começo.
Detesto esta época. Fico sempre com a sensação que o ano escorreu-me pelos dedos e que acabei por não fazer nada de destaque, nada que marcasse o mundo. Detesto ter que rever o ano por inteiro, ver o que pode ser melhor. Tudo pode ser melhor. Foi um ano bárbaro.
Espero, então, que assim que o relógio marcar a meia-noite, eu tenha um novo começo, outra vez. Um começo livre e doce, divertido e feliz. Espero que seja um ano para mim, em que eu não esteja agarrada a prisões convencionais ou a outro qualquer tipo de pessoa. Que seja um ano em que eu prospere e conquiste. Porque este ano, este miserável ano, eu não fiz mais que não ser eu própria, que desperdiçar tempo com superfluosidades, que gastar energia. Chega. Preciso do novo começo. Mesmo que não seja um verdadeiro começo, mas apenas a ilusão de um. Preciso de um novo ano, porque este desapareceu antes de eu dar por isso. E, sem eu me aperceber, gastei um ano (UM ANO!) da minha vida com estupidezes, coisas ínfimas, com tédio e com aborrecimento.
Vejo este ano como uma folha escrita, suja, riscada e completamente usada. O que me faz ansiar pela enorme folha branca que, espero eu, 2014 irá representar.

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