Stay
Pergunto-me todos os dias se sou sequer remotamente merecedora de ti. Pergunto-me todos os dias se não será um sinal que algo tão bom e tão intenso me tenha acontecido. Se a minha alegria não se vai tornar em cinzas.
Dou todos os passos com insegurança, com um medo paralisante de que os teus passos vão em direção contrária aos meus. Não seria capaz de lidar com isso, não outra vez, mas principalmente não desta vez.
Sei que não há nada que dure para sempre, e mantenho em mim todas as noções que tinha antes. Mas quero desesperadamente estar errada. Quero que por uma vez, desta vez, o destino ignore a Razão, tal como eu ando a fazer e me dê aquilo que toda a gente prega e pouca gente tem.
De cada vez que o teu tom de voz azeda, eu imagino tragédias, e de cada vez que os teus olhos se fecham eu pergunto-me se será para mim que eles se voltarão a abrir.
De cada vez que te abraço rezo para que não queiras sair dos meus braços.
Passo os meus dias a querer esperar por ti. Passaria a minha vida, sentada, à tua espera. Creio que foi isso que fiz até agora. Por mais melodramático que soe. Passei a minha vida à espera de alguém como tu. E não saberei o que fazer quando te fores embora. Não é uma questão de não saber viver sozinha, porque isso aguentarei perfeitamente, é uma questão de saber que a partir daí não tenho mais nada por que esperar.
Tenho medo de que as palavras que saiam da tua boca sejam meros clichés que as pessoas dizem por dizer, quando todas as minhas palavras são medidas e cuidadas para apenas dizerem a verdade. Quero acreditar em ti e quero confiar em ti, mas tenho medo de ser demasiado ingénua para o fazer. Tenho medo que tudo isto seja apenas uma repetição do passado ou que tu o vejas como uma mera repetição do teu passado.
O meu futuro está prestes a chegar. E quero-te nele, por muito que a minha Razão me diga que será difícil. Assim que te fores não terei lar. Descobri recentemente que só me sinto realmente em casa nos teus braços. E, sem eles, vou ficar desamparada. Sem eles sou fraca.
Eu tento cimentar-me e criar anticorpos para não sofrer a desilusão, mas a única coisa que consigo arranjar força para fazer é respirar fundo e tentar convencer-me de que vai ficar tudo bem.
A minha vida obriga-me a avançar, tendo eu que me habituar à ideia de ter uma mão num volante e a outra dada a alguém, de ter de renovar as minhas amizades e de ser feroz num curso feroz. E no meio de toda esta confusão e de todo este avançar eu só quero deitar-me nos teus braços e fechar os olhos até tudo estar terminado. E quando estiver terminado, tenho sérias dúvidas de conseguir sair dos teus braços, da tua cama, de ti, ou desta ideia de predestinação que continua a saltar na minha cabeça.
Eu sei que fui feita para grandeza e realização, mas não consigo pensar nisso neste interlúdio entre a minha vida até agora e o resto da minha vida. Só consigo pensar em como quero que estejas comigo quando eu for tudo aquilo que fui feita para ser. Ou que neste momento, por muito que eu tenha sido feita para grandeza, só quero ter sido feita para ti.
Sou tua. Costumava dizer que não acredito em posse, mas entendo agora, quando me perco nos teus olhos, quando te ouço falar entusiasmado por alguma coisa, quando te ris, quando me sussurras aos ouvidos, e quando não me consigo impedir de pensar que não sou digna de alguém como tu, que sou completamente tua. E que isso não tem nada a ver com posse.
Dou todos os passos com insegurança, com um medo paralisante de que os teus passos vão em direção contrária aos meus. Não seria capaz de lidar com isso, não outra vez, mas principalmente não desta vez.
Sei que não há nada que dure para sempre, e mantenho em mim todas as noções que tinha antes. Mas quero desesperadamente estar errada. Quero que por uma vez, desta vez, o destino ignore a Razão, tal como eu ando a fazer e me dê aquilo que toda a gente prega e pouca gente tem.
De cada vez que o teu tom de voz azeda, eu imagino tragédias, e de cada vez que os teus olhos se fecham eu pergunto-me se será para mim que eles se voltarão a abrir.
De cada vez que te abraço rezo para que não queiras sair dos meus braços.
Passo os meus dias a querer esperar por ti. Passaria a minha vida, sentada, à tua espera. Creio que foi isso que fiz até agora. Por mais melodramático que soe. Passei a minha vida à espera de alguém como tu. E não saberei o que fazer quando te fores embora. Não é uma questão de não saber viver sozinha, porque isso aguentarei perfeitamente, é uma questão de saber que a partir daí não tenho mais nada por que esperar.
Tenho medo de que as palavras que saiam da tua boca sejam meros clichés que as pessoas dizem por dizer, quando todas as minhas palavras são medidas e cuidadas para apenas dizerem a verdade. Quero acreditar em ti e quero confiar em ti, mas tenho medo de ser demasiado ingénua para o fazer. Tenho medo que tudo isto seja apenas uma repetição do passado ou que tu o vejas como uma mera repetição do teu passado.
O meu futuro está prestes a chegar. E quero-te nele, por muito que a minha Razão me diga que será difícil. Assim que te fores não terei lar. Descobri recentemente que só me sinto realmente em casa nos teus braços. E, sem eles, vou ficar desamparada. Sem eles sou fraca.
Eu tento cimentar-me e criar anticorpos para não sofrer a desilusão, mas a única coisa que consigo arranjar força para fazer é respirar fundo e tentar convencer-me de que vai ficar tudo bem.
A minha vida obriga-me a avançar, tendo eu que me habituar à ideia de ter uma mão num volante e a outra dada a alguém, de ter de renovar as minhas amizades e de ser feroz num curso feroz. E no meio de toda esta confusão e de todo este avançar eu só quero deitar-me nos teus braços e fechar os olhos até tudo estar terminado. E quando estiver terminado, tenho sérias dúvidas de conseguir sair dos teus braços, da tua cama, de ti, ou desta ideia de predestinação que continua a saltar na minha cabeça.
Eu sei que fui feita para grandeza e realização, mas não consigo pensar nisso neste interlúdio entre a minha vida até agora e o resto da minha vida. Só consigo pensar em como quero que estejas comigo quando eu for tudo aquilo que fui feita para ser. Ou que neste momento, por muito que eu tenha sido feita para grandeza, só quero ter sido feita para ti.
Sou tua. Costumava dizer que não acredito em posse, mas entendo agora, quando me perco nos teus olhos, quando te ouço falar entusiasmado por alguma coisa, quando te ris, quando me sussurras aos ouvidos, e quando não me consigo impedir de pensar que não sou digna de alguém como tu, que sou completamente tua. E que isso não tem nada a ver com posse.
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