Aproximação
Sempre gostei de imaginar como a minha vida seria se eu tivesse feito escolhas diferentes. Se eu tivesse dito determinadas coisas, se tivesse sido diferente.
Foi difícil não o fazer, quando dei por mim de frente para aquele velho e gigantesco edifício que foi a minha primeira escolha durante muito tempo. Duvidei de mim mesma por uns segundos, duvidei da minha capacidade de fazer decisões. Por uns momentos, aterrorizou-me a possibilidade de ter escolhido o sítio, a vida errada para mim.
Mudei de ideias quando era calma, quando tudo parecia esperançoso e harmonioso. Agora que tudo parece perigoso e cheio de mágoa, temi ter escolhido mal.
Ter escolhido aquele sítio agora significaria fugir. Começar completamente de novo, fugir da pessoa que sou e das pessoas que me rodeiam. E por muito que eu por vezes tenha pensado nisso como sendo o melhor, a verdade é que não teria sido capaz.
Fiz a escolha certa para a minha educação, para a minha família e para a minha vida. Só o futuro dirá se fiz a escolha certa para mim. No entanto, eu desconfio que sim. Não tomo decisões tão importantes de ânimo leve.
É muito difícil imaginar como a minha vida seria agora se eu tivesse tomado um rumo diferente. Tudo parece-me muito predestinado, muito feito para acontecer. E o que quer que pudesse ter acontecido de diferente, teria mudado algo com que eu estou bastante satisfeita.
Nem tudo é um mar de rosas, mas é tudo o que devia ser. Dou a mão à pessoa certa e lidarei com o que vier como sempre lidei: com ponderação e assertividade. Se sofrerei? Com certeza, sou nova e inteligente, duas características que tendem a tornar as pessoas que as têm miseráveis de tanto em tanto tempo.
A resposta está no futuro, seja ela qual for, traga ela o que trouxer. Destrua ela que parte de mim destruir. E eu concentrar-me-ei em ser quem sempre fui, em atravessar outra fase da minha vida, em ser excelente, como sempre fui destinada a ser. E a parte de mim que estiver destruída erigir-se-á outra vez, devagar, morosamente e da forma mais tortuosa possível. E, tal como já aconteceu, um dia vou simplesmente perceber que estou inteira outra vez.
Eu sempre desejei intensidade. E tenho-a, como sempre quis. O problema é que quando a perder não a vou querer procurar outra vez. Vou querer simplesmente sentar-me e deixar a vida passar, calmamente, harmoniosamente, sem grandes percalços, embriagada de vida. Enquanto recolho os meus pedaços. E, quando der por mim completa, levantar-me-ei e avançarei para onde o vento me levar.
Mas enfim, isso é no futuro. Agora tudo é amor, harmonia e felicidade. Agora estou embevecida de perdição e ainda não tenho de pensar no que farei e como o farei.
O futuro aproxima-se mas ainda está à distância. E eu estarei em negação até ele me bater à porta.
Foi difícil não o fazer, quando dei por mim de frente para aquele velho e gigantesco edifício que foi a minha primeira escolha durante muito tempo. Duvidei de mim mesma por uns segundos, duvidei da minha capacidade de fazer decisões. Por uns momentos, aterrorizou-me a possibilidade de ter escolhido o sítio, a vida errada para mim.
Mudei de ideias quando era calma, quando tudo parecia esperançoso e harmonioso. Agora que tudo parece perigoso e cheio de mágoa, temi ter escolhido mal.
Ter escolhido aquele sítio agora significaria fugir. Começar completamente de novo, fugir da pessoa que sou e das pessoas que me rodeiam. E por muito que eu por vezes tenha pensado nisso como sendo o melhor, a verdade é que não teria sido capaz.
Fiz a escolha certa para a minha educação, para a minha família e para a minha vida. Só o futuro dirá se fiz a escolha certa para mim. No entanto, eu desconfio que sim. Não tomo decisões tão importantes de ânimo leve.
É muito difícil imaginar como a minha vida seria agora se eu tivesse tomado um rumo diferente. Tudo parece-me muito predestinado, muito feito para acontecer. E o que quer que pudesse ter acontecido de diferente, teria mudado algo com que eu estou bastante satisfeita.
Nem tudo é um mar de rosas, mas é tudo o que devia ser. Dou a mão à pessoa certa e lidarei com o que vier como sempre lidei: com ponderação e assertividade. Se sofrerei? Com certeza, sou nova e inteligente, duas características que tendem a tornar as pessoas que as têm miseráveis de tanto em tanto tempo.
A resposta está no futuro, seja ela qual for, traga ela o que trouxer. Destrua ela que parte de mim destruir. E eu concentrar-me-ei em ser quem sempre fui, em atravessar outra fase da minha vida, em ser excelente, como sempre fui destinada a ser. E a parte de mim que estiver destruída erigir-se-á outra vez, devagar, morosamente e da forma mais tortuosa possível. E, tal como já aconteceu, um dia vou simplesmente perceber que estou inteira outra vez.
Eu sempre desejei intensidade. E tenho-a, como sempre quis. O problema é que quando a perder não a vou querer procurar outra vez. Vou querer simplesmente sentar-me e deixar a vida passar, calmamente, harmoniosamente, sem grandes percalços, embriagada de vida. Enquanto recolho os meus pedaços. E, quando der por mim completa, levantar-me-ei e avançarei para onde o vento me levar.
Mas enfim, isso é no futuro. Agora tudo é amor, harmonia e felicidade. Agora estou embevecida de perdição e ainda não tenho de pensar no que farei e como o farei.
O futuro aproxima-se mas ainda está à distância. E eu estarei em negação até ele me bater à porta.
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